Em ano eleitoral, Araçatuba está no radar do estado como símbolo de organização estrutural
Por Rodrigo Damacena

Foto: Google
Será sempre significativo ressaltar que um município contém diplomacia perante ao seu universo geográfico, pois ele é gerido por bairros que criam demandas naturais fortalecendo o conceito de uma determinada cidade. Na ocasião, essa localidade forma outra região juntamente com os demais municípios que estão nas proximidades e que também seguem responsabilidades bairristas. Assim sendo: esses lugares adicionam estrutura de área dentro de um estado. E os estados formam o país.
Quando o assunto é a territorialidade de certa urbanização, o desafio de evoluir ou prosperar se torna recorrente perante ao desenvolvimento que há até o momento, ou seja, contabilizar anos anteriores (ou décadas) e avaliar o cenário atual é de extrema importância para qualificar autoridades e instituições. Saber o histórico político do município contém informações necessárias para explanar problemas e resoluções fugindo de narrativas que impulsionam o erro.
Entretanto, Araçatuba iniciou uma nova gestão no que diz respeito à compostura e ética do mecanismo político, visto que parcerias sagazes tiveram seus protagonismos no interior da cidade que apenas era alvo de retórica em pautas emergentes. Combinação acadêmica envolvendo o convênio entre a instituição Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT)e o poder público na pasta da Saúde, transcendeu o verdadeiro manuseio de gestão habilidosa para um setor que clamava por socorro em sua totalidade.
A equipe do executivo vigente entendeu o tamanho do ofício da Secretaria de Saúde e aplicou uma parceria útil para a cidade, porém é notório identificar que a resposta dessa equação não será somente por meio de um contrato público/privado muito menos com a quebra dessa aliança. Destaca-se que esse ajuste trouxe para Araçatuba um sinônimo de estratégia que estava disponível no passado, mas por falta de convivência dinâmica entre representantes estadistas o acordo esteve distante da efetivação. Cabe descobrir se essa situação era intencional.
Similarmente, houve rompimento da distribuição descontrolada de cargos, e Araçatuba moderava histórico duvidoso e ilícito nesse ramo. Isso gerou a nova vertente de municipalidade que contrapõe parte das administrações do passado que, a cada nova gestão, era alvo do famoso discurso da “pós-campanha”, e o tema? Promessas e fatia do estabilishment. Ciclo que está danificado atualmente.
Ainda existem indicações na prefeitura de Araçatuba como em qualquer outro setor público do país, mas neste momento o desfecho está por meio de caráter anexado com a competência e o munícipe comprova essa didática por meio da transparência e acessibilidade dos trabalhos públicos prestados. Não há mais o espirito de “toma lá, dá cá” que acompanhava a cidade por muito tempo.
Contudo, a estruturação interna das funções da Prefeitura trouxe visibilidade descontaminada para o Governo de São Paulo, colocando o noroeste paulista no radar paulistano. A aproximação do governador com a bancada do prefeito deu a somatória de um agudo entrosamento institucional, ocasionando em participação do projeto da construção do Hospital Regional (Birigui) e percorrendo junto com a resposta antiga de sobrecarga de atendimento hospitalar envolvendo Araçatuba e Birigui. Apenas a inteligência e destreza de uma equipe política poderia trazer essa grande composição benéfica.
Talvez o munícipe incrédulo (ou oposição) não consiga vislumbrar o esqueleto da própria cidade, quiçá entender que uma localidade brasileira não é igual a uma americana. Para esse tipo de cidadão o resultado alcançado até agora não surtiu efeito algum. Obviamente que para sentir a diferença da gama política pregressa de Araçatuba e o que era descartado, é preciso perceber o nível de anestesia injetada pelos grupos que constituíram “ontem” o arranjo burocrático da cidade.
O araçatubense tem motivos para acreditar que de fato encontra-se uma equipe lúcida no Poder Executivo e que possui alta união com a coligação partidária do Poder Legislativo. Que o município caminha verdadeiramente com o estado e sem barganha eleitoral. Foram anos aguardando essa decência política. E quem desacredita desse contexto está preso em uma demagogia deplorável de um certo grupo que deseja ver o município distante do sucesso. Aliás, para esse grupo o sucesso acontece se os próprios participantes, amigos e parentes estiverem com atuação de verba pública na conta bancária.
E para compreender a organização interna junto com o crescimento produtivo que está ocorrendo, precisa diferenciar o sujeito que consegue (ou não) assimilar uma Araçatuba do antes e depois – e para isso resta a explicação de C.S. Lewis em seu livro Deus no Banco dos Réus: “Quero dizer, quanto mais um homem está sob o poder do diabo, menos ele está ciente disso – assim como se pode afirmar que o indivíduo ainda está sóbrio o bastante enquanto tiver consciência de que está bêbado”.
