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O proprietário do banco Master, Daniel Vorcaro, foi acusado de fraudes financeiras segundo as investigações da Polícia Federal. O banco teria vendido carteiras falsas de crédito ao BRB, com o objetivo de cobrir o rombo nas suas contas. O valor total testificado pela operação foi de 12,2 bilhões de reais.
Contudo, quando a circunstância envolve a justiça brasileira exercendo o seu papel, a conveniência ou favorecimento pode ocorrer habitualmente – e quando o assunto é o Brasil: torna-se recorrente um esforço por privilégio que no final do julgamento pode ecoar como aplicação da lei.
E se tratando de favorecimento (nível master), o Master recebeu uma oferta de compra do banco do distrito federal após cinco meses de análise e intensa disputa nos bastidores – porém o Banco Central vetou a transação. No entanto, a harmonia com a justiça está de tal maneira que as investigações apontaram subsídio para o STF, na ocasião, o controlador do banco, Daniel Vorcaro, financiou eventos nacionais e internacionais que contaram com a presença da cúpula do Supremo Tribunal Federal entre 2022 a 2024.
E no dia 18 de novembro de 2025, junto com a prisão de Vorcaro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. Na véspera, um consórcio formado pelo Grupo Fictor e investidores dos Emirados Árabes Unidos teria indicado o interesse em comprar o Master. Ou seja, um caminho duvidoso criou-se entre uma prisão e o interesse estrangeiro que envolve a instituição financeira.
O Brasil se tornou o lugar onde banqueiros e ministros do STF indicam o ponto máximo de poder e controle – procedimento recorrente no judiciário brasileiro da última década. Portanto, será necessário ressaltar a obra “O que o governo fez com o nosso dinheiro?” do economista americano Rothbard, que fez uma analogia interligando a parceria estado e bancos.
A menção do autor é crucial para o entendimento de um mecanismo cíclico do Estado: “Se o governo não é confiável nem para desmascarar o malfeitor que ocasionalmente surgiria no livre mercado de moedas, por que então deveríamos confiar no governo quando este é colocado em uma posição de total controle sobre o dinheiro, podendo depreciá-lo, adulterá-lo, falsificá-lo ou deturpá-lo com plena sanção legal para agir como o único vilão no mercado?”.
O destaque que o livro faz emite uma conexão com o alto índice de conluio que há do poder público/privado do país, e desde a primeira eleição do presidente Lula, há intenção de evitar a aplicação da verdadeira lei em qualquer escândalo emergente. Pois em alguns países seria difícil encontrar juízes da suprema corte sendo o centro de uma celeuma.
A falta de confiança que Rothbard diz é algo atual para o caso do banco Master. Sendo que, Daniel Vorcaro, esteve aliançado com ministros do supremo – uma mescla de domínio financeiro com ação estatal coercitiva. Entrosamento que justifica o poder colossal que opera nesse meio. Uma parceria sombria e inabalável entre os coadjuvantes e protagonistas dessa conjuntura.
Atualmente, existe um contexto que envolve a suposta participação do crime organizado (PCC), contrato milionário com a esposa do Alexandre de Moraes, resort da família Toffoli etc. Ou seja, o cenário da maldade está implantado nos corredores da justiça brasileira que por sua vez libera caminhos através de fontes financeiras propagando incertezas da lisura de bancos e togas.